04/12/2014Chez Ana Elis


Quando eu morava com os meus pais, sabia no máximo fritar um ovo e misturar o nescau no leite. Depois que eu e João fomos morar juntos a chapa esquentou e eu fui aprendendo a fazer tudo, sempre improvisando, errando e acertando. Hoje eu adoro cozinhar, funciona como uma terapia, e por isso fiquei bem empolgada quando Ana Elis começou a comer papinha, isso aos 6 meses de idade. Ver alguém experimentar algo que você cozinhou é sempre bacana – e se essa pessoa estiver colocando uma colher de comida na boca pela primeira vez na vida a emoção se multiplica. A medida que ela foi sendo liberada a comer novos alimentos, minha empolgação culinária foi se intensificando.

Quando cozinho para a pequena tento fazer da seguinte forma:

Temperar. Coloco uma pitada de sal (acho que intensifica o sabor dos alimentos quando usado na quantidade certa), cebola ou alho picadinhos, um fio de azeite. Quando tem ervas frescas em casa também acrescento. Adoro salsinha, coentro e alecrim;

Variar. O ideal é usar um legume branco (batata, inhame, mandioca), um verde (pode ser chuchu, abobrinha ou um vegetal) e um amarelo (vale abóbora, cenoura ou tomate – que é fruta, mas tá valendo), além de uma fonte de proteína (frango, gema de ovo ou carne até o momento, peixe depois que completar um ano);

Acertar. Só sirvo o que comemos por aqui, para que ela se adeque a realidade alimentar da família.

Com isso, já servimos:

papinha4

Purê de couve flor com batata doce, tudo batido no mixer com salsinha. Pedacinhos de frango por cima.

 

papinha2

Creme de ervilha com cenoura e batata doce, frango desfiado por cima.

papinha5

Abóbora com um perfume de alecrim (pico e cozinho junto), vagem, carne moída com tomate picadinho e caldinho de feijão.

Aí você pensa, nossa, então a Fernanda deve ser muito feliz nessas reuniões em família, deve ser que nem comercial de margarina! Calma lá, amiguinha! Conseguir agradar o paladar da Ana Elis é tarefa árdua. Muitas vezes ela come, outras ela cospe, outras ela cata da boca os pedacinhos… E se tem uma sensação ruim pra quem gosta de cozinhar é ver alguém cospir a sua comida. Me sobe uma gastura…deixa eu falar a verdade: me irrita. E aí quando ela começa a cospir eu não insisto muito não, pra não desgastar a nossa relação e manter a minha sanidade.

Outra saída que eu também gosto de usar no momento das refeições é o BLW. Baby Led Weaning, do inglês, é uma forma de introdução alimentar em que você dá ao bebê o alimento em pedaços que permitam que ele segure, chupe, morda, mastigue e engula. Dá para dar uma árvorezinha de brócolis cozida (sem estar se desfazendo) na mão do bebê, molhar no feijão, dar gomos de laranja, pão, bastões de cenoura, batata, etc. Isso para bebês maiores de 6 meses, que têm capacidade de mastigar (mesmo sem dentes) e engolir com menos chance de se engasgar. Muitas vezes Ana Elis prefere comer assim, mas não é nada prático (fica toda suja, não dá pra reproduzir na rua, essas coisas). Eu limpo bem a mesa do cadeirão e coloco os alimentos ali em cima para ela escolher. Geralmente faço isso quando preciso comer ao mesmo tempo que ela.

E aí, alguém mais tem experiências com introdução alimentar por aí?


Postado por Fernanda Alves | Categoria: Maternidade

22/09/2014Novidades capilares!


Tem um tempinho que um bichinho carpinteiro não saía de trás da minha orelha: vontade de mudar o cabelo. Cheguei a falar lá no instagram (tenho estado mais lá do que aqui) da minha vontade de mudar alguma coisa, uma coisinha que fosse, uma vez que estou com o mesmo cabelo desde…desde que me lembro. Estava satisfeita com a cor, os cachos e tudo mais, então a “transformação” teria que ser bem sutil.

[tão sutil, mas tão sutil, que a maior parte das pessoas com quem encontro diariamente não repararam!]

IMG_20140917_173706706 (1)

Que bebê mais fofo! Opa, seu cabelo cresceu!

A primeira vista, só parece que o cabelo cresceu mesmo, que bom. É que fiz um tratamento químico chamado Plástica dos Fios, que se assemelha a uma escova progressiva, sabe como? O profissional lava o cabelo, desembaraça, aplica o produto, passa a escova e termina com a prancha. No meu caso, ele ainda enxaguou de novo, porque eu não queria sair do salão com os fios lisos – em mim ficou bem feio, ainda mais com as pontas duplas! ui!

antes e depois

Antes que me perguntem, a escova é a base de carbocisteína e não formol. Como não tenho qualquer formação em química e o google me diz coisas diferentes (que é a salvação! que é um perigo!), antes de fazer eu consultei a pessoa mais importante nessa decisão: o pediatra da Ana Elis. Como ele liberou, saí feliz e contente rumo ao salão.

plástica dos fios

Minhas impressões:

O cabelo sai do salão parecendo um paninho de tão macio!

O cabelo meio que acorda pronto: quase não tem diferença dele de manhã para depois de lavado e penteado;

Na hora de lavar, parece que eu já passei condicionador: os fios não embolam com a mesma facilidade de antes;

Não requer quase nada de leave in (nos primeiros dias usei a quantidade que estava acostumada e fiquei cheia de caspa, credo!);

Os cachos ficam mais abertos, com isso rola a sensação de cabelo mais comprido;

Os fios ficam bem maleáveis, então eu posso prender e, se mudar de ideia, soltar o cabelo que não fica com uma cara estranha;

A raiz ficou super baixinha, o que permite alguns penteados que antes me pareciam só funcionar em cabelos lisos.

O efeito da escova dura até 6 meses, o que é ótimo, senão eu precisaria vender um rim se quisesse manter. Não existe retoque de raiz, porque o produto vai saindo uniformemente (como a maior parte das progressivas) a medida que o cabelo é lavado. A química também é compatível com tudo o que existe por aí (exceto henê), então é uma dica ótima para meninas que querem diminuir o volume e ainda pintar ou fazer mechas – relaxamento não permite nem uma coisa, nem outra – e hidrata bastante. É o tipo de tratamento que te deixa mais bonita e as pessoas ficam sem saber direito o porquê.

E aí, curtiram?



20/08/2014Como uma raposa


O filme “Meu nome não é Johnny” marcou o João pra sempre. Nele, há uma cena em que o pai de João Estrela vira pra ele e diz que “o tempo é uma raposa; quando você vê ele já te levou tudo”. Pronto. Para toda e qualquer situação, João acha que pode aplicar essa frase, chega a ser engraçado. E ele não deixa de estar certo, vejam bem.

Como os últimos 6 meses passaram rápido – não o primeiro, desse eu lembro de cada minuto, acho que cada dia durou 48h naquela época – como minha filha cresceu! Todo mundo fala isso, que passa rápido, que você sente saudades desse tempinho, que esquece dos perrengues, e é verdade mesmo. Desde que ela começou a sorrir, com uns dois meses, a minha vida ficou mais colorida. Tem tanta coisa sobre a Ana Elis e tão pouco tempo (já que ela está dormindo e pode acordar de sua soneca a qualquer momento) que vou contar em tópicos como está a nossa vidinha.

 IMG_20140813_115724804

* “Ágil, séria e bonitinho” são os 3 adjetivos que a gente mais escuta quando passeia com ela.

Ágil, porque desde muito cedo já ficava deitadinha de barriga pra baixo no tapete, rodava, alcançava brinquedos. Com uns 5 meses passou a se arrastar e, antes que completasse 6, já engatinhava com destreza. Hoje ela vem atrás de mim onde eu estiver, e desvenda banheiro, cozinha, quarto e tudo mais que é perigoso e proibido.

Séria, porque é difícil arrancar um sorriso dessa criança. Não com a mamãe aqui, mas com as pessoas da rua. As velhinhas puxam papo na fila do mercado e ela só falta sair correndo dali. Observa, franze o cenho, às vezes chora. É séria, observadora e linda essa menina.

Bonitinho porque, bem… às vezes acham que ela é um menino. Talvez porque, muitas vezes, eu coloque roupas que supostamente são de menino. Acho uma bobagem esse negócio de encher a criança de glitter só porque é roupa de “mocinha”.

IMG_20140820_135354267

* Boa de colher já deu pra perceber que ela é. Tem duas semanas que começou com as papinhas (ainda amamento), e não tem nada que ela recuse. Inhame, batata, abóbora, cenoura, chuchu. Das frutas, já rolou banana e mamão. Eu faço questão de deixá-la curtir o momento, quando chega no finalzinho eu deixo ela meter a mão no prato, pegar a colher, sentir a textura de tudo. A bebê se diverte e ri toda vida nessas horas. Procuro dar a papinha na hora em que almoço também, mesmo sendo meio confuso. Minha intenção é que, desde cedo, as refeições sejam feitas com a família junta, à mesa.

 Jd Botânico (65)

* Coladinha com a mamãe. É apenas natural que um bebê seja apaixonado por sua mãe e vice-versa, mas Ana Elis se mostra arisca a qualquer outra pessoa. Não é um bebê que vai com todo mundo. Eu não acho ruim, de verdade, acho que aos poucos ela vai se acostumando com as pessoas (mas sempre preferindo a mamãe, hahah), mas isso não facilita muito a minha vida. Até aqui em casa tenho que ficar bem pertinho dela, Ana Elis não gosta de ficar sozinha. Vem engatinhando e chorando.

 

*Círculo social. Eu moro bem perto de uma pracinha e esse foi um fator decisivo para mudarmos pra cá. No entanto, mais do que dar voltinhas e tomar banho de sol, a pracinha virou o nosso point. Há um grupo enorme de mães que frequenta, com grupo no WhatsApp e tudo mais. A gente passeia, vai ao cinematerna, organiza festinhas para os bebês que vão completando seis meses, troca dicas, leva os pequenos pra aulas de música. É muito legal, passamos metade da manhã batendo papo e brincando. É ótimo.

 

E minha vida, como fica?

Bom, meus eventos sociais se resumem a ir ao mercado, ir à pracinha, farmácia, etc. Tudo pra mim é programa. Fim de semana eu fico sedenta para fazer algo mais longe, algum lugar que não dê pra chegar andando (tô sempre a pé com o carrinho), algum lugar com espaço pra carrinho. Sinto falta de um monte de coisas, principalmente de sentar em um barzinho, beber cerveja, comer petisco e jogar conversa fora, mas não fico em casa no finde vendo o Faustão só porque tenho um bebê. Tenho, inclusive, que fazer post sobre isso. Sobre sair com ela, que lugares ir. Fica combinado então, quando eu voltar aqui (espero que não demore seis meses), rola post sobre os nossos programas. :)

 


Postado por Fernanda Alves | Categoria: Maternidade

07/07/2014O avesso da Dona Benta


Eu acho que a primeira recordação que tenho da minha avó é das unhas. Ela sempre teve unhas compridas, meio pontudas, duras e geralmente pintadas. Tamborilava os dedos na mesa e eu queria aquelas unhas pra mim. Adorava o som que faziam. Infelizmente não herdei unhas assim.

Durante grande parte da minha infância, minha avó Inês morou fora. Uma vez voltou pro Natal sem avisar, se vestiu de Papai Noel e entrou em casa assim,vinda do aeroporto. Entrou encantando as crianças no meio das comemorações, o saco cheio de presentes. Esse dom da surpresa com um quê de teatralidade eu herdei sim, com certeza.

Depois de mais de dez anos morando nos EUA, casada com um colombiano bigodudo e simpático, ela voltou ao Brasil, e minha adolescência foi mais engraçada todas as vezes que estávamos juntas. Em tanto tempo morando em outro país, ela parecia se orgulhar de nunca, de fato, ter aprendido outra língua, nem o inglês, nem o espanhol. Misturava tudo com o português numa geléia divertidíssima. Janela era “ventana”. Microondas era “microwave”. Ela parecia fazer questão de ser diferente. E era.

Viajamos juntas quando fiz 16 anos. Não queria festa, então ganhei a experiência, e saí com ela desbravando Nova Iorque. Lembro que achava absurdo alguém conseguir viver lá sem falar inglês, a cidade parecia tão superlativa que te devoraria num instante. Mas não a ela. Minha avó não era do tipo de se deixar devorar.

Minha avó era o extremo oposto da Dona Benta. No lugar do coque, tinha apliques, perucas, lenços e turbantes. Nunca vi outra avó que usasse turbante. Os dedos tinham sempre anéis e no pescoço um colarzinho de ouro que tinha um pingente de tesoura, lembrança do tempo em que ela costurava. Nunca soube ao certo o que fazia nos Estados Unidos, mas ela sempre me mostrava os dedos compridos, com pouca carne, resultado de muito tempo costurando na fábrica. Fazia abajurs. A casa dos meus pais tinha alguns deles.

Nos últimos anos, minha avó pulou de casa em casa, tudo por vontade própria: seu maior passatempo era olhar anúncios de imóveis no jornal. Acordava cedo no domingo, comprava o jornal e marcava o que interessava. Dali já partia para visitar. Isso com mais de 80 anos. Uma dor de cabeça para quem estivesse do lado, um divertimento a mais pra ela, a prova de que ainda era independente, que estava viva.

Mesmo bem fraquinha, quis saber tudo da Ana Elis. Como se já soubesse que não poderia vê-la pessoalmente, insistiu em mil fotos, enviadas pela minha mãe em um porta retrato alimentado por pen drive, repetindo num looping eterno imagens do pós-parto, dos primeiros dias, do olhar compenetrado que parece ser uma característica da minha filha. Por telefone, quis saber tudo, dar conselhos, avisou que minha mãe ficasse de olho “nessas crianças”, eu incluída. Se tivesse forças, minha avó viria aqui para mostrar como criou 4 filhos. Mas não precisa, vó, não hoje.

vovó

Minha avó Maria Inês, mãe da minha mãe, morreu na última sexta-feira. Mesmo triste, eu não consigo deixar de pensar em tudo que vivemos. Essas recordações não podem ir junto com ela – vão estar sempre vivas comigo. Obrigada, vó.


Postado por Fernanda Alves | Categoria: Por Aí...

27/06/201440 minutinhos e por enquanto é só


walking

Outro dia estávamos João e eu em casa, no sofá, Ana Elis dormindo, a gente vendo TV. Ambos cansados. De repente, senti falta de alguma coisa. Naquele momento, em silêncio, eu percebi: há semanas não falávamos sobre a gente. Sobre a gente como casal, sobre nossa vida, sabe? Nosso assunto é sempre a bebê. O que ela fez, o que não fez, o que vai fazer. A gente fala dela, eu mostro fotos que tirei durante o dia, vídeos no celular. Ele já não me falava sobre o trabalho, sobre algo interessante que viu na rua ou leu no jornal. Já eu, o que posso dizer? Acordo, como, respiro e durmo Ana Elis. Estamos 24h por dia juntas. Quando encontro outras pessoas, geralmente é na pracinha aqui perto de casa e, adivinha: são outras mães. E assunto preferido de mãe é filho.

Existe essa imagem forte, acho que vem de novela, de que filho prende marido, que une casal. Eu não posso concordar, acho que até desune. Porque você está sempre cansada, e cansada muitas vezes rima com estressada, de mau humor. Daí pra descontar em quem está mais perto é mole. E parece que você deixa de ser a amante para ser a mãe – acho que tem muito a ver com as olheiras e as golfadas. Em que momento viramos só os pais da Ana Elis? A maternidade passa como um rolo compressor na nossa vida e, sem perceber, você vira aquela pessoa que só tem um assunto. HELP.

Lembrei que sou só mais uma moça de 29 anos e descobri uma série para acompanhar. Bobagem? Vai por mim. O milagre se deu quando João também gostou da série – ele costuma detestar a maioria dos meus programas favoritos, com destaque para Fashion Police, que ele não consegue nem escutar de longe – e, quando fui ver, já estávamos acompanhando a 2ª, depois a 3ª e agora já estamos na 4ª temporada.

Agora, por 40 minutos, não falamos em Ana Elis, não assistimos vídeos ou vemos fotos de bebês. É hora de Walking Dead. E você ainda deve estar aí achando bobeira minha, mas olha, o último seriado que acompanhamos foi LOST, e isso já tem anos. Então, enquanto nossa filha dorme, um olha pro outro e fala: Partiu um Walking? e a gente se aninha no sofá, comenta os principais lances do episódio, faz apostas sobre quem vive e quem morre e pronto, somos um casal de novo. Simples assim.

P.S.: Esse fim de semana vou assistir o último episódio da 4ª temporada, então no spoilers, please.



11/06/2014Para amamentar sem perder a pose


Quando saí da escola e entrei na faculdade, fiquei obcecada por roupas de universitária (seja lá o que isso for). Quando arrumei meu primeiro estágio, adicionei roupas de repórter ao meu armário. Lembro quando comecei a trabalhar e minha mãe me levou para, adivinhem, comprar roupas novas para o ambiente corporativo. Seguindo essa linha, passei por um momento em que só pensava em roupas para a gravidez e agora, tcharãn, passo longos períodos pensando, buscando e analisando roupas que permitam amamentar.

Antes que a Ana Elis nascesse, escrevi esse post aqui sobre o tema. De lá pra cá, elaborei uma lista mental mais concisa de peças que têm me acompanhado nas últimas saídas com o bebê:

- Blusas/Vestidos transpassados;

– Blusas/Alcinha de alcinha;

– Camisas de botão;

– Blusas com gola que permita “manobras”, como a canoa, em materiais como malha e algodão;

– Blusas soltinhas que permitam sobreposição com camisetes;

– Para a parte de baixo: shorts, bermudas e calças skinny.

Além do desafio do vestuário (que inclui não só as manobras para tirar e colocar o seio de dentro da roupa, mas também tecidos que disfarcem as eventuais golfadas), que eu encaro com gosto, há o desafio social de amamentar em público. Nunca aconteceu nada comigo diretamente, mas a gente sempre escuta casos de mulheres que foram constrangidas por estar amamentando em “local não permitido”. Confesso que, sempre que possível, prefiro amamentar em um local mais discreto – entro em um café, sento em uma mesa mais no canto, por exemplo – mas, depois de um tempo, acho que vai ficando mais tranquilo, mais espontâneo. O que eu ainda não curto e tento evitar a todo custo é amamentar na frente de conhecidos. Porque deixar que pessoas que eu nunca mais vou ver na vida vejam o meu peito é fichinha. O problema, pra mim, é expor a peitola prum amigo ou parente. Não me sinto confortável, e nunca me senti confortável quando alguém amamentava na minha frente assim, sem muita cerimônia. Então, sempre que estou na casa de alguém, procuro um quarto vazio ou um cantinho mais reservado. Mas essa sou eu, não é uma questão de achar certo ou errado, só prefiro assim.

Dia desses estava com o catálogo da Totem (AMO essa marca – calma, não é publi) e vi alguns looks que super podem ser usados por mulheres que estejam amamentando e que, como eu, não querem perder a identidade ou a batalha contra o pijama (às vezes o pijama leva a melhor):

Totem (2)

Vestido de alcinha é sempre legal. E longo, sempre elegante. Só não rola de ir pra pracinha, tá? 

Totem (1)

Camisa de botão: ok, sem novidades por aqui. Camisete por baixo: o pulo do gato.

Totem (4)

Vestido de alcinha, já sabemos. Pashmina fina: elegante cobertura para o busto na hora do vamos ver.

Totem (3)

Manga comprida e botões.

Para mostrar que estou colocando em prática mesmo, olhaí:

IMG_6921-2

IMG_6928-2

Blusa Totem, Bermuda Zara, Sapatilha C&A


Postado por Fernanda Alves | Categoria: Looks, Maternidade

11/05/2014Alguns pensamentos no meu primeiro dia das mães


IMG_20140501_160856328_HDR

Existe uma coisa muito poderosa em ser mãe. É quase cafona e bem clichê falar em dar a luz, gerar uma vida, etc, etc, e não é bem disso que estou falando, apesar de incluir esse discurso. Acho que ser mãe empodera a mulher porque de repente você passa a ser a pessoa mais importante na vida de alguém. Agora que Ana Elis tem 3 meses, eu posso dizer que ninguém a conhece mais do que eu – nem o João. O tempo que passamos juntas criou uma estrutura emocional que nos une. Mesmo tão pequenininha, eu vejo admiração nos olhos dela toda vez que olha pra mim. Às vezes ela para de mamar e fica me olhando, olhando… eu já consigo saber quando ela está com sono, quando está irritada, quando está de bom humor. Basta uma olhadinha para saber, para sentir. Isso me faz sentir tão responsável, tão adulta, e me faz amá-la ainda mais. É sério: acho que a amo mais hoje do que logo que ela nasceu. Deve ser porque a gente se conhece mais.

[Quando ela chora, eu automaticamente digo Calma… mamãe está aqui, e não sei de onde tirei isso. Na verdade, sei. Minha mãe falava pra mim. E quando minha mãe está do meu lado, pode rolar tiro, porrada e bomba que eu estou segura. E mesmo que ela tenha medo, eu não tenho. Vai dizer que isso não é um superpoder?]

Acho que o auge de ser mãe deve ser aquele momento do conflito. Aquele momento em que o filho faz uma coisa qualquer e você diz que não, que faça assim, e quando ele quiser fazer assado e perguntar por que deveria fazer o que você falou, a resposta será: porque eu sou sua mãe. Porque eu sou sua mãe é o auge da maternidade, diz aí.

*****

Não tem um anúncio de Dia das Mães que não me faça chorar, e agora nem posso colocar a culpa nos hormônios. Tem um que tem um menino na cama do lado de um bebezinho chorando, e ele diz “não chora muito essa noite não porque amanhã é o dia dela”, e eu penso cacete, e quando eu tiver outro filho, um bebê vai acordar o outro?! e a carinha do bebê do anúncio é tão fofa e, quando vou ver, já estou chorando. Já vi na TV umas 3 vezes, e minha reação é sempre a mesma.

 

****

Também me peguei chorando outro dia vendo o noticiário. A gente está vivendo um período tão brabo, mas tão brabo que, se você acredita nessas coisas, tá na hora de Jesus (ou qualquer que seja seu Messias) voltar. Eu fico pensando que é o fim do mundo. Linchamento virou moda – aqui no Rio, resolveram fazer justiça com as próprias mãos e prenderam um menino pelo pescoço em um poste; em São Paulo, espancaram em mataram uma mãe de família – e nessa de olho por olho, vamos acabar todos cegos. Eu fico pensando no mundo que a gente vai deixar pra geração da Ana Elis. Um mundo cheio de intolerância, em que vale o cada um por si, em que todos são culpados até que se prove o contrário. Um mundo cada vez mais violento, com ladrão roubando ladrão. Com gente sem esgoto em casa. Com criança sem escola. Com gente que odeia preto, viado, mulher, torcedor de outro time. Com família sem casa, invadindo a propriedade alheia. Com doente morrendo em fila de hospital. Com cidades enormes sem transporte público decente. Com estádio de futebol bilionário do lado de favela. Com gente sendo tratada como gado.

Dá uma vontade grande de sair dessa cidade, desse país, ficar isolado numa ilha. Uma ilha com internet e telefone e tv a cabo, vá lá. Tá, uma ilha com algumas pessoas, umas poucas pessoas legais. Mas isso não é possível, isso é uma piada. Então o melhor é fazer de tudo, tudo mesmo, para que Ana Elis faça a diferença nesse mundo já tão destruído. Que seja ela a semente dessa mudança – que sejamos todos nós os agentes de um mundo mais tolerante, por favor.


Postado por Fernanda Alves | Categoria: Maternidade

09/05/2014Post Colaborativo :: Um vinho diferente para cada tipo de mulher


Eu sempre me solidarizo com estudantes de jornalismo. Se forem leitoras do blog então, melhor ainda. Por isso, quando a Isabel* perguntou se poderia escrever um post sobre o dia das mães especialmente para o So Shopaholic!, eu fiquei feliz em poder ajudar no seu portfolio.

*****

Sabemos que cada mulher tem uma peculiaridade e uma personalidade diferente. E essas características ficam ainda mais aguçadas quando nos aproximamos de uma data muito especial, o Dia das Mães. Uma mistura de ansiedade e surpresa toma conta da mulher, seja ela mãe, filha ou neta. Por essa variedade toda é que decidimos combinar alguns tipos de vinho com cada tipo de mulher. E não é que deu certo? Veja com qual você mais se parece e confira se te agrada.
A dica, retirada de um post do blog Sonoma, site especializado para quem deseja comprar vinhos, pode cair também com uma luva para o domingo, já que você pode presentear sua mãe com o vinho que mais combina com ela ou fazer um almoço e harmonizar a comida com a bebida que tem a cara dela.

Confira as combinações:

s1
“Mãezona” – Se a sua mãe não fica um dia sequer sem te ligar, vive preocupada com os filhos e deixa o almoço sempre pronto para quando você chegar, o vinho que mais combina com ela é aquele que agrada e serve todos que estiverem na mesa. Um Malbec argentino, então, é o recomendado. Ele possui potência e um toque adocicado. Todo mundo vai gostar.

s2

Mãe mandona - A palavra final é sempre dela e as decisões também. Ela é quem dá as cartas e comanda tudo em casa. Nesse caso vá de Cabernet Sauvignon. Esse vinho é considerado como a “a rainha das uvas” e é potente como uma mulher autoritária.

s6

Sexy Mama - O seu visual para o trânsito e deixa todos de queixo caído. O perfume é na medida cerca e o salto é indispensável. Para combinar com essa sensualidade toda, só um Pinot Noir, feito com a mais sensual das uvas.

Mãe dos bichos - Sua mãe não pode ver um animal indefeso na rua que quer levar para casa e cuidar para sempre? Então ela também tem um tipo de vinho especial, recomendado para quem ama os animais. É o vinho tinto da Toscana. Um Chianti também pode cair muito bem.

s4

Mãe elegante - Ela está sempre impecável, passa horas no cabeleireiro e sabe as regras de etiqueta todas de cabeça. Além disso, ela não desce do salto por nada. Se sua mãe é assim, então só mesmo um vinho do tipo Bordeaux, certinho e correto, como ela.

Mãe descontraída - Se ela vive de bom humor, não liga de acordar atrasada e nem para retoques na maquiagem ou cabelo, então ela vai adorar um Prosecco. O estilo mais à vontade combina com esse vinho, que é leve, descontraído e brincalhão com suas bolhas.

s5

Mãe romântica – Adora jantar à luz de velas, surpresas, músicas melódicas e se derrete com comédias românticas e afins? Então não tem jeito. Para tanta doçura assim só mesmo um vinho do tipo colheita tardia para combinar com ela.

 

* Isabel Lya tem 18 anos, é estudante de jornalismo e ama escrever. É bailarina, amante de carnaval e da Avenida Paulista.


Postado por Fernanda Alves | Categoria: Por Aí...

30/04/201424 macetes e algumas canções


Imagina a cena: depois de uma tarde inteira sem querer dormir, só afim de colo e movimento (não vale sentar!), Ana Elis esgota as minhas energias. Sem saber o que fazer, com ela no meu colo, sento no sofá e fico olhando para ela e escutando aquele chorinho. No desespero, eu choro também. Mamãe não sabe mais o que fazer, filha. Não sabe. Desculpa. A mamãe não aguenta mais, acabou a paciência, filha, não tem jeito. E essa é a única mãe que você tem. Diante do meu desespero, ela para de chorar. Para e fica olhando pra mim, os olhinhos arregalados, ainda molhados com as lágrimas. Ela esboça um sorriso. E viva o seu segundo mês!

Essa é a mãe que você tem é a frase que deve ilustrar o segundo mês de vida de um bebê, ou pelo menos desse bebê. Quando me diziam que depois do primeiro mês tudo melhoraria, não estavam me enganando: melhora mesmo. Você passa a conhecer aquele serzinho e ele conhece você. Aqui o 2º mês ainda começou com uma virada espetacular: uma noite (praticamente) inteira de sono. Tá, eu acordei umas 3 vezes, mas Ana Elis só acordou duas. Duazinhas! Isso porque no 1º mês ela acordava 4, 5 vezes por noite. Quando esse momento incrível aconteceu, parecia até mentira. Quando eu abri os olhos de manhã e estava sol, virei pro lado e falei pro João, sorrindo: Isso é que é felicidade.

Ana Elis já se encaminha para o 3º mês, e nesse tempo eu aprendi um montão de macetes acalma-neném (alguns bem óbvios, mas vá lá, serve para mães de primeira viagem). Achei que faria um bem a humanidade se compartilhasse eles aqui. Pode me agradecer nos comentários ;)

 

Macetes Acalma-Neném

1 – Troque a fralda (pode estar suja, molhada, apertada);

2 – Verifique a temperatura do ambiente (pode estar muito calor, muito frio);

3 – Verifique a claridade (se tiver luz direta nos olhos, Ana Elis vira um monstrinho);

4 – Dê um banho morninho;

5 – Amamente (mesmo que já o tenha feito há pouco tempo. O leite materno tem propriedades calmantes e o ato de amamentar aconchega o bebê);

6 – Enrole o bebê (o útero era quente e apertadinho, e muitas vezes os bebês sentem falta disso. Só tome cuidado para não apertar demais ou imobilizar o movimento das pernas);

7 – Faça uma massagem (há vários vídeos de shantala na internet, são simples e podem ser feitos a partir de 1 mês de vida);

8 – Leve-o para fora (vale uma ida à área ou varanda, bem rapidinho);

9 – Faça shhhhhh! bem alto, perto da orelha do bebê (pode parecer grosseiro, mas funciona!);

10 – Faça um movimento brusco com ele no colo (como virar para a direita ou para a esquerda) (segure o bebê com firmeza e tome cuidado com a cabeça!);

11 – Coloque o bebê na frente de um espelho, vá afastando ou aproximando devagar;

12 – Mude a posição no colo (desde que descobri que Ana Elis prefere ficar numa posição meio “sentadinha”, com as costas apoiadas na minha barriga e pernas penduradas, minha vida mudou) (muitos bebês curtem ficar meio tortos mesmo, na diagonal);

13 – Dance com o bebê no colo (vale tudo, da valsa ao samba. Para a Ana Elis, quanto mais sacudir, melhor);

14- Levante o bebê acima da sua cabeça, devagar e na vertical, como se ele estivesse voando (Ana Elis odeia, mas Mattheus sempre amou);

15 – Segure o bebê, deitado, numa posição horizontal meio Super Homem, como se ele estivesse voando (Ana Elis ama);

16 – Coloque o bebê deitado de bruços (Ana Elis AMA);

17 – Coloque um desenho animado bem coloridão na TV (Ana Elis curte até jogo de futebol, acho que gosta de todo aquele verde);

18 – Saia para um passeio de carrinho (quanto mais buracos na calçada, melhor, pelo menos por aqui);

19 – Saia para um passeio de carro (sono certo por aqui, mas o bicho pega se estiver engarrafado);

20 – Sente, com o bebê no colo, em uma bola de Pilates, e comece a quicar suavemente;

21 – Batuque no bebê (juro que dá certo! De levinho, nas costas e no bumbum, faço o batuque do Olodum e ela não entende nada, mas para de chorar);

22- Fale com o bebê (li em algum lugar que o som que os bebês mais gostam são as vozes humanas. Tente tons de voz diferentes);

23 – Coloque um “som branco”: máquina de lavar, ventilador, secador de cabelo (existem até aplicativos com esses sons. Recomendo!);

24 – Cante. (Quando Ana Elis está no auge do choro, eu canto uma ou duas músicas mais animadas, dançando com ela no colo. Isso faz com que ela preste mais atenção em mim e menos no choro. Daí, corto para uma música mais lenta, cantando mais baixo, cabeça com cabeça. Fecho as cortinas e insisto nesse ritmo até ela dormir.)

[Outro dado importantão que mudou a minha vida foi saber que um período de 2h é o suficiente para cansar um bebê pequeno. Desta forma, já dá pra saber que, depois de duas horas acordada, Ana Elis vai ficar invariavelmente chatinha. Ah, e outra informação valiosa: quanto mais cansado o bebê estiver, mais irritado ele fica, e mais difícil é pegar no sono. Então aquela ideia de vou deixar o máximo acordado de dia para ele dormir à noite pode sair pela culatra]

Fase 1: Quando ela está chorando

 

Fase 2: Quando ela já está com sono

 

E se tudo isso der errado, Fernanda?

Aí não tem jeito, amiga, coloca esse neném pra lavar com a roupa suja:

IMG_20140428_142656432

Ops.


Postado por Fernanda Alves | Categoria: Maternidade

24/04/2014Saintropeito * e os melhores sutiãs de amamentação


Outro dia Valesca Popozuda estava no programa da Ana Maria Braga (não me perguntem onde eu estava com a cabeça pra ver um programa desses) falando sobre, entre outras coisas, as intervenções cirúrgicas que fez no corpo. Na hora de falar sobre o silicone nos seios, ela começou a frase dizendo que depois que tive neném, meu peito caiu, ao que foi prontamente interrompida pela apresentadora: mas amamentar não faz o peito cair!, falando com uma propriedade que só Ana Maria Braga parece ter. Vanessa não se fez de rogada e replicou: aaaaah, o meu caiu!  e a discussão terminou por aí.

Eu não posso dizer (ainda) se a amamentação muda o peito da gente, mas uma coisa é certa: os meus vão de Pamela Anderson à Dercy Gonçalves em um dia. Ou em poucas horas. Explico: quando meu leite desceu (aproximadamente 2 dias depois do parto), eu achei o máximo. Mesmo duros e doloridos, eu achei maravilhoso aquele peitão, vixe que coisa linda. Na época em que comemorava, minha amiga Ana, mãe de um bebê de 4 meses (que você conheceu nesse post aqui), avisou que durava pouco. Dito e feito: logo que o bebê passa a mamar todo o conteúdo do seio, você vê a mágica acontecer – e nem toda mágica é boa. Logo depois de amamentar meu peito fica muuurcho, lá em baixo mesmo, ladies and gentlemen.

Some a isso sutiãs de amamentação sem armação (comprei um com aro que na hora do vamos ver é uó) e, por isso, praticamente não sustentam um busto maior e mais pesado (estou vestindo 46) e pronto, parece que não tem blusa que vista bem. E eu alterno esses sutiãs com tops e camisetes que, na minha opinião, são mais práticos – como são elásticos, você só precisa esticar e colocar o peito pra fora – então já me conformei e decidi que, quando sair com a Ana Elis, praticidade vale mais do que sustentação. Vou fazendo embaixadinha com os peitos e beleza.

LIZ61500_2 Esse modelo de sutiã é ótimo, dá para abrir rapidinho e, logo que o bebê termina de mamar, você dá uma puxada. Assim, mesmo sem estar fechado no botão, seu peito não fica exposto pro povão. (Já vi da marca Liz, mas é bem mais caro. Comprei da MyLady e achei ótimo, pena que escolhi o número errado)

 

MYL3642_2 Esse é o meu preferido, também da MyLady. Peito in e peito out na velocidade da luz, sem contar que é confortável e barato.

Essas fotos de look eu fiz em um encontro na casa dos pais do João. Blusa gola V que facilita as manobras. Estou aproveitando qualquer situação para me arrumar, sair, e se o tempo estiver fresco, melhor ainda. Nesse dia deu para usar saia longa sem ficar com as coxas suadas (imagem terrível, apaga!) e manter a dignidade. Ah, eu adoro o outono!

peitas (4)

 peitas (14)

peitas (16)

peitas (29)

*Peito “cintura baixa”, logo abaixo do umbigo