Vão vender Carter’s na Riachuelo!

Por total falta de planejamento e dinheiro mesmo, eu nunca cogitei fazer o enxoval da Ana Elis fora do Brasil. No entanto, pra muita gente a viagem realmente vale a pena, tanto para compras grandes (carrinho custando 3 mil realidades, gente), quanto para o milhão de miudezas que o bebê precisa (ou que a gente acha que precisa). A verdade é que nos EUA se paga muito barato em tudo, principalmente em roupas, e é com o público brasileiro que a Carter’s fatura uma dinheirama todos os anos.

Pois se você, assim como eu, não fará seu enxoval fora e acaba catando roupinhas da Carter’s em brechós infantis e na China (comprei vários pijaminhas no eBay quando o dólar estava barato), tenho uma notícia boa: vão vender Carter’s na Riachuelo!! \o/

Segundo o release da assessoria deles, “Trazer esta icônica marca norte-americana de produtos para bebês é muito importante para a Riachuelo. ‘Sentíamos que faltavam no mercado produtos que aliassem conforto, funcionalidade e informação de moda para as mães vestirem seus bebês. A Carter´s chega para atender essa necessidade com um bom custo-benefício e novidades a cada estação.’, diz Marcella Kanner, Gerente de Marketing da Riachuelo.”. Eles estão certíssimos. As roupas da Carter’s (ao menos lá fora) aliam bom preço a boa qualidade. A malha não solta tinta, não dá bolinha, você revende/passa pro irmão mais novo/primo sem passar vergonha. Além disso, eles vendem pijamas quentinhos do tipo macacão (daqueles que cobrem o pé) com antiderrapante nos pés e zíper que SUPER facilita a vida da mãe, principalmente na madrugada. Outra coisa que amo na marca é que eles produzem bodies para bebês com mais de 1 ano (alô confecções brasileiras, a maior parte dos bebês entre 18 e 24 meses ainda não desfraldou, tá? A mãe ainda tem que ficar louca trocando fralda no shopping/festa/meio da rua) com modelagens generosas.

Por enquanto a Riachuelo só vai vender coleções para bebês até 2 anos, mas eu espero MESMO que a linha se estenda para as crianças maiores, uma vez que Ana Elis faz aniversário em janeiro, hehehe.  Também não há previsão para que os produtos da Oskosh, do mesmo fabricante, cheguem ao Brasil (eles são especializados em jardineiras, uma mais linda que a outra). Os preços ainda estão salgados (não esperava nada diferente, infelizmente) mas os produtos chegam às lojas dia 14/11 e eu pretendo conferir tudo ao vivo!

Blusão por R$ 69,90

Blusão por R$ 69,90

Conjunto de três peças por R$ 149,90

Conjunto de três peças por R$ 149,90

 

Conjunto de jardineira por R$ 159,90

Conjunto de jardineira por R$ 159,90

Conjunto três peças R$ 189,90

Conjunto três peças R$ 189,90

 

Conjunto de 7 bodies por R$129,90

Conjunto de 7 bodies por R$129,90

 

TBT :: Vamos parar com isso de uma vez por todas?

Em 2009 eu criei o blog, originalmente lá no wordpress, para falar de moda, beleza e bobagens. Toda quinta, na onda do Throwback Thursday, teremos a republicação de um post antigo para que novos leitores conheçam – e antigos leitores relembrem!

[Post originalmente publicado em Junho de 2011]

Dia desses tava no ônibus (devia ser na van, mas finjam que tenho um mínimo de glamour) quando ouvi o seguinte papo entre duas moças:

_Pois é, a Creuzinelly (insira aqui sua consoante) puxou o cabelo do pai. Aquele cabelo ruim que só. Tenho que levar no salão urgente! 

 _ Ai, nem me fale. Isso é uma praga na vida. Faz um relaxamento nela.  

_ Pois é, tenho que fazer. Quando ela era menorzinha, tinha um cabelo melhor, mas foi só fazer uns 4 anos que eu vi que não ia prestar, ia ficar com aquele cabelo duro do pai. É muito ruim, menina, você tem que ver. Na parte de trás ainda tem jeito, mas na frente é aquele bombril. Podendo puxar o meu cabelo, né, que é um pouco melhor. Mas não, tinha que puxar o dele. Como ela já está com cinco anos, vou levar no salão e passar uma guanidina.  

(um minuto de silêncio)

.

Gente, eu comecei a fazer relaxamento com 10 para 11 anos. Com 22, quando voltei a usar o meu cabelo cacheado pela 1ª vez, eu não sabia mais como ele era. Isso porque eu tinha certeza de que ele era “ruim”. Mas aí eu pergunto: “ruim pra quem?”. Eu parei pra me questionar sobre esse termo tão depreciativo que a gente usa todos os dias, que a gente escuta como se fosse normal. Deixa eu te dizer, amiga: não é. Um cabelo pode ser crespo, cacheado, ondulado, liso… mas não é “bom” ou “ruim”. Vamos parar com isso?   Quando a gente diz que um cabelo é “ruim” carrega com uma palavra tão simples uma carga de preconceitos enorme, que remota de tempos coloniais. Uma carga de racismo que a gente pensa que não existe mais. “Opa, Fernanda, tá me chamando de racista?”. Desculpa, amiga, mas estou. Você não percebe, mas está sendo racista. E esse racismo, esse que mora dentro da gente e que a gente não percebe, que cresceu com a gente, é um dos piores que existe.   No entanto, não quero dizer que quem alisa o cabelo é menos negro. É menos orgulhoso. Tem quem acredite nisso, mas eu não. Eu já usei o cabelo de tantos jeitos diferentes, sabe? Hoje uso o black, mas se amanhã quiser acordar Beyonça, minha filha, vocês vão ficar sabendo. Alisar, relaxar, pintar, tudo isso tem que ser uma opção, não a única saída na vida. Cabelo é uma questão de gosto, de personalidade. E ninguém tem o direito de dizer que o seu cabelo é ruim (ou bom). Se disserem, responda, na cara de pau: “o que foi que ele te fez?”

crespos