19/06/2013Qualquer maneira de amor vale a pena


Eu pedi muito por um emprego, e ganhei uma avalanche de trabalho: chego em casa exausta, janto e durmo. No dia seguinte, acordo com disposição, mas só para tomar café e sair de novo. Não tenho ido à academia, mal olhei para o blog nos últimos dias… mas vocês acham que eu estou reclamando? Não! Estou feliz da vida e quero conseguir dar conta de tanta novidade. Estou com vários looks fotografados, mas nada de tempo/disposição para sentar aqui e escrever. Mas eu volto – eu sempre volto.

O look desse dia é praticamente todo da C&A. Foi num surto momentâneo do tipo estou trabalhando, tenho dinheiro, quero roupas. Aproveitei que ia trocar uma calça (uma flare que cheguei a colocar na fanpage, mas nunca usei) e comprei esse vestido e o blazer vermelho do look anterior. O vestido é uma graça, cheio de corações, e tem aquele elástico mááágico na área da cintura. Eu amo vestidos que tem esse elástico, e recomendo a todas as meninas que, como eu, tem uma barriguinha ou pouca cintura. Ele é incrível para criar a ilusão de cintura AAAAND não amassa. E gente, roupa que não precisa passar mora no meu coração. Então vamos ao look:

qualquer maneira Eu fiz essas fotos e não conseguia parar quieta um minuto – é que estava tocando a minha música preferida. Uma das, quero dizer. Mas é uma música especial, como só as preferidas são. Uma música que começou a entrar em loop na minha cabeça depois de uma briga com o João, e que não saiu até que fizessemos as pazes. É linda e simples de uma forma que só o Milton e o Caetano conseguem ser:

 

Paula e Bebeto

Ê vida, vida, que amor brincadeira, à vera
Eles se amaram de qualquer maneira, à vera

Qualquer maneira de amor vale à pena
Qualquer maneira de amor vale amar

Pena, que pena, que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga
Qualquer maneira de amor vale aquela / amar / à pena /
valerá

Eles partiram por outros assuntos, muitos
Mas no meu canto estarão sempre juntos, muito

Qualquer maneira que eu cante este canto
Qualquer maneira me vale cantar

Eles se amam de qualquer maneira, à vera
Eles se amam é prá vida inteira, à vera

Qualquer maneira de amor vale o canto
Qualquer maneira me vale cantar
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor valerá

Pena, que pena, que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga

Qualquer maneira de amor vale o canto / me vale
cantar

(Música preferida só é preferida se me faz cantar, dançar e chorar. Tudo ao mesmo tempo.)

Eu vi que essa música também foi cantada pela Daniela Mercury na Parada Gay de São Paulo. E eu achei tão lindo pq a música diz exatamente que o amor é maior que tudo, e que “qualquer maneira de amor vale a pena”. Então acho que ela se encaixa como uma luva também para o movimento gay, que é um movimento por direitos sim, mas é um movimento pelo amor também. E, citando Caê, “…é lindo”.

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[No mais, esse é um blog de moda, beleza e bobagens, mas não é alienado. Em tempos de movimentos sociais e cura gay, eu fico com o primeiro. Só para constar. Mas isso pode ser assunto para outro post.]

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Vestido e Sapatilha C&A | Meia Lupo | Cinto acervo | Relógio Casio

 


Postado por Fernanda Alves | Categoria: Looks

12/06/2013O Quase Baile do Vermelho e Preto


Quando eu era criança e me perguntavam qual era a minha cor favorita, eu sempre dizia: “amarelo”. Sempre achei uma cor bonita. Mas hoje, olhando para o meu armário – e para as ofertas das lojas – meus olhos sempre brilham para o vermelho. Acho vivo, acho chique, acho navy. E vocês sabem que sou louca por navy.

Daí que comprei um blazer vermelho na C&A justamente porque fez meu olho brilhar. Já pensei em mil combinações – e tá aí um forte motivo para comprar uma peça, né – e na postura super profissional, mas irreverente  que ele me daria (sim, eu sempre crio personagens-eu para as roupas que compro, mas depois falamos dessa doença), então levei. Aliás, fica a dica pra quem tem um local de trabalho mais sério, mas não quer ficar igual a todo mundo: invista em um blazer de bom corte e cor diferente. Para quem não curte vermelho, indico pêssego, rosa bebê ou pink fica lindo e eu dei um monte de dicas de combinações aqui.

Mas vamos ao look, o primeiro de vários que eu certamente farei com o blazer novo:

vermelho e preto

Eu quis fazer um look com vermelho e com preto, mas aqui no Rio falou rubro-negro, falou flamengo, e olha, sou tricolor. Então não gosto dessa onda de baile do vermelho e preto (baile de carnaval do flamengo, super tradicional) e coloquei um toque de azul marinho no lencinho do cabelo e no forro do blazer, exposto quando dobro as manguinhas.

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Olhaí, acho que o look conseguiu transmitir exatamente o que eu queria:

1)” uso preto. olha que clássica que eu sou”.

2) “tenho um blazer vermelho. eu arrisco.”

3) “uso lencinho no cabelo, colarzinho e sou super feminina.”

Falei que tenho problemas?

Blazer e Sapatilha C&A | Blusa LUV | Colar Accessorize | Saia Totem | Bolsa Isabella Pia | Relógio Casio


Postado por Fernanda Alves | Categoria: Looks

10/06/2013Agora o papo é reto


Tem tempo que eu queria convidar alguém para escrever aqui no blog. Não precisava ser alguém fixo, não quero dar trabalho, eu mesma sou preguiçosíssima, então vocês imaginam. Mas eu acho que tudo que tem que acontecer, acontece, e esse é um momento novo na vida do blog – e na minha – então eu queria abrir esse espaço por aqui. Um espaço com gente que tem a ver comigo, claro, que tem o perfil do blog. Gente fina, elegante e sincera.

Quando eu conheci a Marina, durante um freela de pesquisa (contei pra vocês aqui), a gente logo se deu bem. Simpática demais, essa menina é super informada em relação à política, educação e tenho certeza do seu poder transformador. Entre o monte de coisas que a gente conversou, uma era figurinha fácil: cabelo! Ela me contou todo o processo de transição de alisada para crespa, e eu achei tudo muito lindo e inspirador. Achei que todo mundo merecia ler sobre algo assim e conhecer a opinião da Marina. Então apresento-lhes Marina Alves (olha a coincidência até no nome!),  nossa primeira colunista convidada!

 

Agora o papo é reto: Cabelo também é política!

Um dia estava no metrô quando uma mulher jovem, negra que estava sentada ao meu lado virou para mim espontaneamente e perguntou:

- Como você fez para deixar seu cabelo assim?

Ela se referia as madeixas crespas que formavam meu cabelo estilo ‘black’ que por cerca de quatro anos tenho cultivado.

E continuou:

- Nossa, eu acho lindo, mas não tenho coragem. Você me entende?

E como eu entendo! Ao olhar para aquela mulher eu me via, me ouvia. Eram ecos de um discurso que há uns bons anos atrás também me constituía. O que aquela pergunta me fazia recordar era sobre meu processo de transformação. A visão que tive foi como uma fotografia do antes e depois. Naquele instante, ao mesmo tempo que olhava para ela, me perguntava o que afinal eu fui fazendo para mudar? Ou melhor, por que eu quis mudar?

Simples. Bem, na verdade, não foi tão simples assim. A primeira coisa que fiz, foi ir provocando a modificar o meu olhar sobre o mundo. E assim ir aprendendo sobre os sentidos daqueles cabelos “esquisitos”, “pra cima”, “ desarrumados”. Com este olhar em transformação comecei a perceber que poucas propagandas, produtos, modelos realmente representavam minha estética natural. Eu não me encaixava naquele padrão liso, loiro…etc e talz. E neste processo, me conhecendo melhor, não estava querendo mais me adaptar a estes moldes impostos. Desta maneira, ao invés de entrar desesperada num salão, um dia parei, pensei e fiz diferente. Intuo que foi uma vontade forte de tentar fazer de outra forma. De não me sentir mais presa a um compromisso com a cadeira do salão, com aquele bafo quente do secador, com as feridas no couro cabeludo provocadas pela química forte, com os rios de dinheiro que iam embora todo mês para “arrumar” meu cabelo. Enfim, ao invés de passar por tudo isso mais uma vez, optei por observar outras pessoas que se pareciam comigo. Pessoas que ao invés de esconderem suas características próprias, buscavam conhecê-las.

Neste processo gradual “bati muita cabeça”, mas também muitos papos com gente interessante e interessada que já tinha mais experiência que eu.  Fui em busca de conhecimento mesmo! No início, desafiei-me a deixar meus “pés na África”, minhas raízes, crescerem um pouquinho só. Cada vez com menos química. Até então, eu nunca tive a possibilidade de conhecê-las de verdade. A partir daí, quando tocava minha “nova” cabeça percebia que meus cachinhos eram pequeninos, fininhos, sensíveis. Aqui parece lúdico, mas na prática o começo não foi moleza não! Tive  nervoso, medo, não sabia como cuidar. Parecia que eu não era mais a mesma, não me reconhecia. Achava que as pessoas não iam mais gostar de mim. Os homens então, ih!… esses não iam me querer mesmo!  Mas, com o tempo, sempre aos poucos, meu olhar e minha sensibilidade novamente se transformaram.  Fui percebendo que meus cabelos tinham elasticidade, eram fortes (apesar de bem sensíveis), com uma cor em tom castanho escuro bem definido. Eram as minhas molinhas!!!  A partir deste estado de fofura e compreensão, as coisas realmente começaram a mudar na minha estética. Muitas águas rolaram.  Mas me mantive sempre em busca de conhecimento, de informação, de conversar com pessoas amigas que entendiam do assunto. No desafio constante de criar novas referências. Uma nova identidade.

Aos poucos comecei a perceber que o olhar das pessoas para mim era realmente outro. Meu cabelo novo começava a gerar curiosidade. E através desta “mera” curiosidade, ou interesse, eu começava a ganhar a oportunidade de expressar meus pensamentos sobre uma experiência que muitas mulheres negras vivenciam cotidianamente ao acordar e se olharem no espelho: o que faço com este meu cabelo que não gosto?

Voltando a cena no metrô. Contei para aquela mulher jovem, negra, o que eu tinha feito para ‘deixar meu cabelo assim…’, ou seja, crespo, natural, solto. Contei a ela com um pouco mais de detalhes o que compartilhei com vocês agora. Deu tempo da estação dela chegar, nos despedirmos e ela ir embora com a cabeça cheia de pensamentos sobre o que tinha acabado de ouvir. Nunca mais a vi. Foi realmente um único e inesperado encontro, curto, mas intenso. Que me fez reencontrar comigo mesma em tempos diferentes numa conversa aparentemente trivial sobre cabelos. Aparentemente, porque a partir daquele instante, percebi que meu cabelo tinha se transformado novamente. Ele tinha virado política.

Marina

 



03/06/2013Fim de semana navy


Como foi o feriadão pra vocês? Descansaram? Curtiram? Bom, eu trabalhei quinta, sexta, sábado e domingo. Foi meu primeiro plantão lá no jornal, e eu me senti uma estagiária de novo. A rotina de uma redação é tão corrida, gente! Ninguém tem muito tempo para explicar as coisas. Então vou errando e acertando.

No fim de semana eu escrevo sobre tudo e qualquer coisa. No sábado eu entrevistei gente na rua por conta do aumento de passagem (os ônibus municipais do Rio agora custam R$ 2,95), depois fui à feijoada da Portela entrevistar o Monarco, o novo presidente, o pessoal da Velha Guarda… até o Paulinho da Viola estava lá! Sem contar que, entre uma entrevista e outra, ainda deu para comer o melhor feijão do mundo… recomendo a todos uma visita à quadra da escola, em Madureira, para comer um feijão.

Era sábado, eu ia pra rua, fiquei 12 horas trabalhando. Fui assim:

 

navy Ainda não me acertei com a câmera em cima do móvel. O foco fica ridículo quando eu uso o timer. Cadê cursinho, gente?

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Tudo bem que era fim de semana, mas não precisava ser caído, né? Meti bronca na maquiagem, coloquei uma sombrinha marrom e saí do óbvio batom vermelho com look navy. Tasquei um roxinho! É o lápis para lábios da NYX – cor 808 Deep Purple :)

Agora vambora que hoje é segunda e o trabalho continua!

 

Calça e sapatilha  C&A | Blusa Zara | Lenço Madame Bijoux | Colar Accessorize | Batom NYX


Postado por Fernanda Alves | Categoria: Looks
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31/05/2013ALERTA DE NOVA DIVA!


Você já conhece essa história: mocinha rica adora moda e resolve ter uma marca própria. Ela pode ser rica por si própria, ter um pai ou marido rico, amigos ricos, coleguinhas estilistas, produtores e editores das revistas de moda que, mesmo que não tenha muito talento, terá holofotes. Acho que tem muita gente do mundo da moda que aconteceu exatamente assim.

Confesso que imaginava que esse seria o caso de Ulyana Sergeenko, mas acho que me enganei. Ulyana é uma fotógrafa e ex modelo russa, tem pouco mais de 30 anos e ama vintage. Seus looks, sempre presentes em sites de street style, são quase fantasias, verdadeiras homenagens a uma época ou um determinado estilista. Enquanto a maioria das celebridades usam roupas emprestadas pelas marcas no tapete vermelho, ela faz questão de comprar suas peças preferidas – e a gente só imagina como deve ser o closet dessa mulher. É uma apaixonada por moda e vê  roupas como pequenas obras de arte. Rica, como não poderia deixar de ser,  Ulyana adora procurar raridades em brechós pelo mundo, e seus looks são, em sua maioria o supra sumo do ladylike. Eu estou tão fascinada pelos seus looks que acho que vou jogar fora todas as minhas calças compridas.

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Daí que a moça resolveu fazer o que você também faria se estivesse no lugar dela: assinar uma coleção, ter uma marca própria. E se você estava achando pouco, chora: ela desfila na semana de moda de Paris.

Tá, então você espera um monte de roupas previsíveis, com cara de que foram feitas por outra(s) pessoa (s). Mas não, as coleções de Ulyana são tão teatrais quanto ela, e remetem a um romantismo lindo com cheiro de anos 40, e tem tudo a ver com as roupas que ela tem em casa.

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“O que faz as roupas de Sergeenko tão diferentes é a mistura entre as influências tradicionais russas e a sofisticação moderna”, diz essa matéria da Harper’s Bazaar americana. Suas musas são sua avó e John Galliano. Ela pega momentos lendários da moda e funde com elementos da história russa, como na coleção em que ela imaginou como seria se Brigitte Bardot fizesse filmes na antiga União Soviética. Seu mais recente desfile, em janeiro, era um sonho em que Scarlett O’Hara entrava no mundo de contos de fadas do ilustrador russo Yuri Vastenov. Foi uma apresentação concisa e dramática e, olhando de perto, os detalhes não decepcionaram: renda feita à mão, brocados, botões de porcelana pintados à mão que vão da nuca ao início do salto alto. Além de se inspirar na cultura russa, Sergeenko também a apoia: toda sua linha de produção é desenvolvida e produzida na Rússia.

E aí, o que acharam do estilo da Ulyana? Já conheciam a marca ou seus looks hypados? (eu já estou querendo correr pro brechó mais próximo e comprar metros de tecido para Dona Nininha fazer umas saias midis pra mim!)

 

Links

Para conferir seus looks

Para ver os desfiles da sua marca



29/05/2013Baby Steps


É seu primeiro dia de trabalho, como você vai se comportar? Vai puxar conversa e correr risco de ser a chata, ou ficar na sua e fazer a tímida? Vai esperar te convidarem para almoçar ou se convidar mesmo? Fica perguntando o tempo todo ou tenta aprender as coisas por si própria? Eu nunca sei ao certo como me comportar e, em uma redação, tudo parece funcionar ao seu redor em uma velocidade três vezes maior que o normal. Imagina o susto? Eu fico meio sem saber como começar. Começo então pela roupa, minha primeira forma de expressão.

Faz um friozinho gostoso no Rio, do tipo que pede edredons à noite e sugere cardigãs e meias de dia. Só sugere mesmo, porque o frio do Rio nunca é frio demais – só passa a impressão de inverno – então você acredita se quiser. Eu, como boa carioca, sempre acredito, e dá-lhe casaquinhos, casacões, meias e pashminas com 20º lá fora. Nesse dia não foi diferente.

Segundo dia de trabalho e eu vou toda de azul, misturando estampas e com batom forte. Posso ter ficado quietinha no meu computador o dia inteiro, mas olha: quem me viu certamente vai lembrar de mim.

 

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Fiquei na dúvida se ia de bolsa azul, completando o look quase-quase-quase monocromático, ou se ia com a bolsa azul e assumia que minha sorte tinha mudado:

IMG_4995-2 A bolsa preta é enorme, esportiva, e eu achei academia demais, sabe? (Percebi que preciso de uma bolsa preta grande e simples tipo URGENTE!). Fiquei com a azul mesmo, completei com óculos azuis e encarei o mundo! Bora!

 

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Antes de sair, senti falta de um acessório. Eu sou a louca dos acessórios, sempre uso muitos, mas como o look estava bem over, preferi ficar só com brinquinhos de pedrinha mesmo. Mas senti o colo tão nu que acabei adicionando um colar antes de sair. Acharam que ficou demais? (Nessa foto vocês também conseguem ver melhor o corte louco que eu mesma fiz no cabelo, na frente do espelho, e julgar se eu sou pouco ou muito desequilibrada).

 

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Sobre a foto:

Preciso de um tripé pra ontem, mas mesmo assim acho que dá pra tirar fotos de looks antes de sair. Eu tenho muito mais vontade de me arrumar quando trabalho, sabe? Tem roupa que eu até evito usar no fim de semana (não é bem o caso dessa) só pra usar em trabalho. Esse gás que eu estou agora com certeza vai refletir em mais posts pro blog, mas nem sempre com fotos bem tiradas – pelo menos enquanto eu não receber um dinheirinho para comprar o famigerado tripé, amigo número um das blogueiras de look do dia. Então, até lá, me desculpem pela qualidade das fotos e fiquem felizes com a quantidade de posts, hahaha! E obrigada pelo apoio, sempre ;)

 

Créditos do look

Tênis Imporium | Meia ASOS | Vestido KWi (Bom Retiro – SP) | Blazer Animale | Colar Ebay | Bolsas do acervo |  Batom Rimmel London cor


Postado por Fernanda Alves | Categoria: Looks

27/05/2013Estilo na medida!


curvy

 

No bate papo que deu origem a matéria do Extra eu disse a seguinte frase: “it girl é aquela que conhece o próprio corpo e o próprio armário. Ela não se prende a tendências e não tem medo de experimentar, porque é um exercício de autoconhecimento”. Me senti muito orgulhosa da minha própria frase, sem falsa modéstia. Mas é verdade: acho que hoje me visto muito melhor do que quando tinha 20 anos – conheço muito mais meus pontos fortes e tenho menos medo de ousar do que antes.

Na minha busca por blogs bacanas, encontrei muitas meninas cheias de curvas e estilo. Elas tem corpos diferentes e estilos diferentes, mas uma coisa em comum: são cheias de curvas. Tem peitão, bunda, barriga, coxa. Tem tamanhos e estilos diferentes, mas uma coisa em comum: inspiram a gente. Por isso, achei muito mais lisonjeiro chamá-las de curvilíneas. Vamos conhecê-las?

nadia

Quando eu vi o blog da Nadia pela primeira vez, pensei nossa, mas ela faz todo o estilo da Karla, do Karla’s Closet! Além do cabelo curtinho, elas tem a mesma expressão de poderosa (reparou no olhar que diz boa tarde, meros mortais?) e não tem medo de postar fotos com roupas de banho. A Nadia adora uma roupa curta, justa e não tem medo de mostrar aquela parte altinha da barriga – que eu morro de vergonha de mostrar, acho lindo, e fiquei com vergonha de ficar com vergonha de mostrar.

franceta johnson

A Franceta é americana e tem “20 e tantos anos”, como ela define. Seu estilo é mais prático, com peças clássicas e poucos acessórios. Ela brinca bastante com o cabelo também, que às vezes está alisado, como na foto, e às vezes está em um black maravilhoso. Ela também entrevista outras blogueiras, então é bacana também para conhecer blogs novos.

anatxu

Para não dizerem que só estou indicando blog de menininha de 20 anos, olha aí a dona Ana, que não revela a idade, mas tem um estilo mais maduro. Mas lê direito, eu disse maduro, não careta! Ela usa cor (tô num amor por esse look azul com amarelo que OLHA) e prova que nem só de vestidinho preto com meia calça vive a moda plus size. Na verdade, ela usa muita calça skinny e gente, fica bom demais. Eu tô correndo atrás da minha.

 

ju romano

A Ju Romano é referência quando a gente fala de blogs plus size no Brasil. Seu blog está dentro do site da revista Gloss e lá ela posta looks próprios, lançamentos de moda e dicas de beleza. Além de ser uma linda, a Ju tem um estilo româtico (eu amo), gosta de estar dentro das tendências e curte um make caprichado. Virei fã.

 

steph

A Steph é mais rock ‘n roll, com piercing e tatuagens. Ela brinca com acessórios e também é do bonde do make, sabe fazer delineador gatinho (o meu só dá pra ver de longe, é um horror) e batons de cores diferentes. Ela compra bastante em loja de departamento e faz calar a boca quem diz que aaaaaai, sou cafona assim pq não tenho dinnheiro! Nem vem, neném!

 

gisella

 

Pode eleger uma favorita? Gisella Francisca pra mim é tudo. Não tem nada nos looks dela que eu não goste, sabe? Passando pelo cabelón – belíssimo, hidratado, ao vento –  e pelo senso estético apuradíssimo, sou fã dessa menina. Ela usa muita saia, tanto rodada como lápis, vestido, casacos maravilhosos… hoje ela vive em Oslo, na Noruega, mas antes morava no Rio – e também postava looks incríveis, tsá?


Postado por Fernanda Alves | Categoria: Modinha

24/05/2013Novidadíssimas!


- Quem entrou no blog esses dias viu um monte de novidades: olha que lindo o layout novo! Ele inaugura uma nova fase no blog, que completou 5 anos em março. Nele vocês conferem:

♥ Os comentários do post foram parar lá embaixo de cada post. Você também pode comentar (e compartilhar!) seus posts preferidos no facebook;
♥ Na barra lateral você tem acesso a todas as mídias sociais do blog. E como eu sou doida por mídias sociais, vem me curtir no instagram, pinterest, twitter, youtube…
♥ Perdeu o último vídeo? Na barra lateral também tem, é só clicar e assistir!
♥ Depois de um milhão de anos (quer dizer, cinco) o blog finalmente tem um mídia kit e espaço para banners pagos. Se você estiver interessado em anunciar aqui, é só mandar um e-mail.

A ilustração linda da vida foi feita pelo meu irmão querido, Lucas. Ele teve o maior carinho em fazer um desenho que ilustrasse o meu mundo, minha linguagem e minhas paixões. É fofo e mei loco, tipo eu.

O layout foi desenvolvido pelo Zé Zorzan e a programação ficou por conta do Cliff. Essa dupla também é responsável pelo blog da Thálassa, que eu amei e quis pra mim, sabe como?

 

Eu ainda tenho um monte de novidades para contar, por isso resolvi contar tudo para vocês pessoalmente. Quer dizer, em vídeo!

 

 

Para quem não é do Rio e quer ler a matéria do Extra, o link é esse aqui.


Postado por Fernanda Alves | Categoria: Bobagens

22/05/2013Hoje vai ter uma festa


Você lembra do seu aniversário de um ano? Provavelmente não. Mas você provavelmente teve uma festa. Eu tive, não lembro mas, se fechar os olhos vejo um monte de gente lá: é que as fotos desse aniversário sempre estiveram presentes na minha infância. Uma amiga da minha mãe apareceu vestida de palhaço – e foi a sensação, uma vez que ninguém tinha dinheiro para essas coisas de casa de festas e animadores contratados – e eu lembro de gostar de ver as fotos dos meus pais e tios com cabelos e roupas engraçadas.

Então funciona mais ou menos assim: mesmo que você nunca mais tenha outra festa de aniversário, seu primeiro ano de vida merece ser comemorado – e essas fotos serão referência por toda a sua vida.

Há duas semanas foi aniversário do Mattheus e veja você, eu queria que ele olhasse essas fotos daqui a 15 anos e dissesse: olha a tia Fernanda, que gatona com essas roupas estranhas. Nem parece esse bagaço de hoje nessas fotos do meu aniversário. Então eu resolvi que aquele era um caso para o meu melhor vestido.

para recordar

Meu melhor vestido. O mais bonito de todos os tempos da última semana. Ele é lindo, pode dizer. O tecido veio diretamente de Moçambique, graças a minha amiga Cat (amiga, vc tem que vender esses tecidos pela internet!!) e às mãos mágicas de Dona Nininha, minha personal costureira que enfrentou um desafio e tanto para fazer essa obra prima. Tudo porque eu queria que a estampa ficasse no centro do vestido. Dona Nininha rebolou, recortou e montou essa peça em que tudo funciona.

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Ele é compridinho porque eu queria preservar a barra toda linda, mas acho que preciso usar um salto sempre que o tiro do armário. Mas não usei, era festa de criança, né? Acabei usando uma sapatilha de onça só pra combinar estampas e ser alocka de 2013 quando for vista em 2028 – olha o que se usava naquela época, gente!

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E sobre a festa? Mattheus não parou um minuto, nem pra tirar fotos. No final ficou uma série de fotos tremidas. E eu mal apareci. Mas usei meu vestido preferido no mundo e apertei demais o aniversariante, então valeu.

IMG_4846 Mattheus muito ocupado fazendo uma ligação em seu novo smartphone

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Era uma festa tão cheia de bebês que quase levei um pra mim

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Família, família

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Com a mamãe

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Sedento por cultura, assistindo ao teatrinho de fantoches

 


Postado por Fernanda Alves | Categoria: Looks, Modinha

20/05/2013Embrace your body


Quando se fala de moda plus size, a gente ouve muito “valorize seu corpo” ou “aceite suas formas”, “assuma suas curvas”, etc, etc. Daí que eu estava lendo blogs plus size outro dia e dei de cara com essa expressão em inglês, “embrace”, muito usada para esse mesmo assunto.

Não sou especialista, tradutora ou estudiosa de línguas, mas achei o embrace muito mais acolhedor do que o “assuma” ou “aceite”, que me parecem meio “levanta a cabeça”, sabe como? Como se partisse do pressuposto de que as pessoas sentem vergonha do próprio corpo. Achei embrace mais bacana, como abraçar, com um gesto carinhoso com si próprio, um momento de auto estima na sua forma mais pura. Por isso usei no título do post.

Eu estou assistindo a 1ª temporada de The Mindy Project, vocês sabem. E uma das coisas que mais me chamou a atenção foi que a Mindy é bem fora do padrão de beleza que estamos acostumadas, é indiana e gordinha. Ela poderia estar chateada, desmotivada, sem vontade de cantar uma bela canção (quem lembra de Joseph Climber?), mas está aí usando looks incríveis.

capa

 

Você engorda e só quer usar preto, amiga? Legging com batinha? Blusão? Eu também. Mas aí a Mindy dá um tapa na nossa cara e usa muita cor, roupa justa e looks fofitos. Bora conferir.

coloridos

 

Logo que você vê a série, é a primeira coisa que repara. É MUITA cor, minha gente! Amarelo, vermelho, azul e, principalmente, verde. Gosto muito dos looks monocromáticos, em que as peças só mudam de tom, mas se mantém na mesma cartela de cor.

fofos

Assim como eu, Mindy é chegada em uma fofurinha. Então tem camisa com estampinha, poás, gola Peter Pan (♥). Tudo combinado com cardigãs, que ela adora e que super compõem o look – alô dica pra guardar pra sempre!

justinhos

 

E a melhor parte, gente, looks justos! Quando a vi usando essa saia verde, achei bem impróprio para o ambiente de trabalho, é verdade, mas fiquei com vontade de usar. Uma coisa meio se ela pode, eu posso, sabe? E esse vestido bandage, que muita gente diz que está fora de moda, está in-crí-vel, não? Impressionante como as linhas do próprio vestido valorizaram a cintura e o quadril largo da Mindy.

 

E o que a gente aprende com esses looks?

♥ Que cintura marcada funciona para qualquer tipo de corpo, inclusive para quem não tem cintura! Modela a silhueta e deixa a mulher com um corpo mais “violão”, sendo o conjunto mais soltinho (tipo saia rodada e camisa) ou justinho (como o look da saia verde aí em cima);

♥ Que quadril largo é bonito sim! É feminino (por questões biológicas mesmo) e merece ser valorizado sim!

♥ Um cardigan, capas e casacos soltinhos e abertos criam uma linha vertical que super alonga o corpo (e você pode usar peças mais justinhas por dentro!);

♥ Dá para criar um look de trabalho que saia do lugar comum, sim! Basta se manter convencional nas formas (saia reta, camisa de botão, calça social) e ousar nas cores e estampas (camisa com estampinha, golas fofas, sobreposições de cores)…

♥ Se achou colorida demais? Joga uma meia calça preta! Não dá pra ver em todas as montagens, mas a Mindy é fã de meia calça. As mais escuras, combinadas com sapatos do mesmo tom, neutralizam as pernas e alongam – e te deixam “livre” para brincar na parte de cima!

 

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P.S.: Para quem adora ver as roupas dos personagens das séries de TV, encontrei dois bons blogs que suuuuper destrincham cada look: Worn On TV e You Know You Love Fashion - eles inclusive te ajudam a encontrar as peças usadas (nas lojas gringas, of course).